Humorísticos:
Charges:
Literários-crônicas:
1.Paz só no carnaval
Em janeiro deste ano, a revista "Rio, Samba & Carnaval" me convidou para fazer uma reportagem sobre a paz. É que várias escolas tratariam do assunto no desfile deste ano.
Fiquei feliz, porque minha escola - a Portela - era a que tinha o enredo mais assumidamente pacifista. Procurei o carnavalesco - Nelson Ricardo - e conversamos longamente sobre o tema "Nós podemos: oito idéias para mudar o mundo", que traduzia em samba as metas do milênio da ONU.
Ele e o outro carnavalesco, Amarildo de Mello, desenvolveram um carnaval que pregava um amanhã mais solidário e fraterno. Nelson me falou que um dos carros apresentaria uma grande máquina que destrói armas e cria confetes e bolas de gás, numa referência à alegria. Uma das alas faria uma citação a personagens como Gandhi, Dalai Lama e Martin Luther King. Outra ala traria integrantes da ONG Viva Rio e vítimas da violência.
As fantasias representariam soldados com enormes latas de lixo nas costas cheias de armas estilizadas, de onde sairiam flores.
- É para mostrar que lugar de arma é no lixo. E nossos soldados vêm de branco e prata, camuflados pela paz - contou-me Nelson.
Ando numa correria tão grande que só agora me dei conta da notícia que li no começo deste mês: "O Setor de Investigação da 28ª DP confirmou ontem que o corpo que está no Instituto Médico Legal de Tribobó, em São Gonçalo, é o do carnavalesco Nelson Ricardo Coutinho de Andrade, de 40 anos, desaparecido desde sexta-feira passada, quando saiu de casa, na Praça Seca, ao meio-dia, após falar ao telefone. O corpo foi encontrado no sábado, na Rua Augusto Ruch, no Colubandê. Nelson estava sem camisa, de sandálias e com uma bermuda cinza listrada."
Nelson foi estrangulado num motel da Rodovia Amaral Peixoto.
Pouco antes de encerrarmos a entrevista, ele tinha me dito:
- Mauro, a sociedade precisa se desarmar de todo e qualquer tipo de violência.
Infelizmente não lhe deram ouvidos, Nelson.
LÚDICOS:
Literários-poema:
SOBRE A VIOLÊNCIA
A corrente impetuosa é chamada de violenta
Mas o leito do rio que a contem
Ninguém chama de violento.
A tempestade que faz dobrar as betulas
É tida como violenta
E a tempestade que faz dobrar
Os dorsos dos operários na rua?
Literários-música:
IMAGINE – John Lennon
Imagine não haver nenhum paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima, apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo pelo dia de hoje...
Imagine não existir nenhum país
Isso não é difícil de se fazer
Nada pelo qual matar ou morrer
E sem religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz...
Você pode achar que sou um sonhador
Mas não sou o único
Espero que algum dia você se una a nós
E o mundo irá viver como um
Imagine não haver posse
Eu pondero se você consegue
Sem necessidades para ganância ou fome
Uma irmandade de homens
Imagine todas as pessoas
Dividindo todo o mundo...
Você pode dizer que sou um sonhador
Mas não sou o único
Espero que algum dia você se una a nós
E o mundo irá viver como um
Continuação do texto Polêmico Editorial!!
Para não encerrar sem algum reparo, que a própria qualidade da investigação exige, apenas observaria que o texto repete demasiado a lição genérica de que o período pombalino identifica-se com os processos da Ilustração; e não basta reconhecer, como acaba tendo de fazê-lo Teixeira, que se trata de um entre os vários iluminismos, ou mesmo de um "iluminismo paradoxal". O caso é que a noção, no que tem de mais distintiva, vale dizer, democracia política, autonomia dos poderes, liberdade econômica, comunidade contratual, ciência experimental - disto tudo, Portugal nem passa perto, o que não significa que não se torne interessante, em seus parâmetros. No 18, aprofunda-se o enorme fosso aberto no século anterior entre os países ibéricos e o bloco dos países que aderem definitivamente à roda do capital. Por fim, confesso que não me agrada a prosa didatizante que adota o autor, talvez estrategicamente para contornar o potencial polêmico da investigação. O risco é que parte de sua grande originalidade, e mesmo ousadia, acabe passando despercebida em meio ao tom humilde do texto.
Alcir Pécora é professor de Literatura na Unicamp, autor de Teatro do Sacramento (Edusp)
, inalienável de seu deleite, produzir regulamentação decorosa entre as pessoas e o poder. Em particular, ao examinar as odes pindáricas de Cruz e Silva, Teixeira mostra que "Pombal" é, antes de mais nada, matéria que se dá na confluência do encômio com a épica, forma mista na qual o louvor das virtudes exemplares tem como tópicas a eternidade da poesia e da justiça, o elogio da paz e, sobretudo, a "nobreza da alma", que ressalta a capacidade pessoal de cumprimento da justiça e posse de virtudes cívicas e administrativas, em detrimento do nascimento aristocrático. Também as epístolas de Correia Garção seguem o mesmo estereótipo literário da matéria sugerida pela Arte Poética de Freire, assim como as éclogas de Reis Quita, que elogiam a restauração das artes e ciências levada a cabo pelo Marquês e empregam tópicas clássicas de argumento sublime (como exemplarmente a do "terremoto", aplicável à catástrofe de 1755 que destruiu Lisboa e marcou a ascensão política de Pombal) como elogio da ação civilizatória do Estado.
A existência contudo de um publicismo pombalino não pode ser corretamente indicada sem que se leve em conta a produção de poetas brasileiros, e, em primeiro lugar, a de Basílio. Examinando o "Epitalâmio da Exma. Sra. D. Maria Amália", dedicado ao casamento da filha de Pombal, Teixeira evidencia que a longa digressão que há nele, que quase esquece a noiva para se dedicar ao pai, mescla o gênero epidítico, relativo ao elogio de alguém, com o deliberativo, em que se discutem os negócios civis, tendo como desfecho uma forma votiva, na qual se faz pedido a Deus ou a autoridade. Tais aspectos são em parte diluídos pela posterior edição romântica do poema, iniciada por Januário Barbosa, no Parnaso Brasileiro, que adultera-o segundo padrões expressivos da oralização, pontuando-o com exclamações e reticências sentimentais, e por Varnhagen, no Florilégio da Poesia Brasileira, que constrói um novo texto ao fundir duas de suas estrofes a outro poema de Basílio.
Ainda mais do que o Epitalâmio, a epopéia O Uraguay, obra-prima de Basílio, sofre uma sistemática leitura romântica que a torna exemplo de poesia de "fuga para a natureza", fundada na idealização da paisagem e na caracterização pitoresca do indígena. Lida, contudo, segundo as referências críticas que lhe são contemporâneas, constitui-se como alegoria encomiástica do Estado pombalino, na qual o lugar do índio vincula-se à função clássica de antagonista do poder civilizatório e participa de um grande painel universalista em louvor das ações reformadoras de Pombal. Ademais, Teixeira propõe que a estrutura paralela das ações indígenas na epopéia atende ao esforço de Basílio para encontrar um potencial maravilhoso em substituição àquele disponível tradicionalmente na "máquina" dos deuses greco-romanos, condenada pelas poéticas do período.
Paralelamente à construção deste novo modelo interpretativo, Teixeira historiza alguns marcos da apropriação romântica d'O Uraguay, a começar pela pouca apreciação do primeiro canto, dominado pela figura de Pombal, e pela crítica de inverossímil ao episódio do terceiro, em que a feiticeira Tanajura faz o ministro surgir em visão à índia Lyndóia. Há também deformações editoriais, como a de Santiago Nunes Ribeiro, na Biblioteca Brasílica, que exclui do poema tanto o soneto da dedicatória quanto os dois finais de Seixas Brandão e Alvarenga Peixoto, todos pombalinos, substituindo-os por uma introdução contra o materialismo do 18 e um outro soneto de Basílio de tema americano, além de deslocar as notas, que reforçam o encômio, para o final do texto. Adulteração semelhante ocorre nas sucessivas edições da epopéia por Varnhagen, Paula Brito e Artur Montenegro, nas quais o esforço por aproximá-la do cânone romântico gera não apenas o deslocamento das notas, como o crescente aumento de enternecidos pontos de exclamação em sua composição. A apropriação romântica também opera a desqualificação do canto quinto, ocupado pela descrição do teto da Igreja de S. Miguel nas já vencidas missões jesuíticas, que representa, como mostra Teixeira, uma paródia do teto pintado por Andrea Pozzo para a Igreja do Gesù em Roma, passagem essencial ao antijesuitismo tópico no louvor do ministro. Não se trata, porém, de condenar tal leitura americana e nacionalista, iniciada, de resto, pelo português Garrett, que via na paisagem e no índio a matéria para uma literatura original do Brasil, mas de entender que o seu anacronismo forneceu uma dimensão interpretativa atuante na produção dos românticos - o que significa entender igualmente que esta leitura já não tem interesse senão como etapa cumprida da história da recepção do poema no Brasil. Ao fim deste belo caminho, Teixeira devolve-nos o poema com um viço que há muito perdera. Não sabemos que melhor coisa caiba à crítica.
Para não encerrar sem algum reparo, que a própria qualidade da investigação exige, apenas observaria que o texto repete demasiado a lição genérica de que o período pombalino identifica-se com os processos da Ilustração; e não basta reconhecer, como acaba tendo de fazê-lo Teixeira, que se trata de um entre os vários iluminismos, ou mesmo de um "iluminismo paradoxal". O caso é que a noção, no que tem de mais distintiva, vale dizer, democracia política, autonomia dos poderes, liberdade econômica, comunidade contratual, ciência experimental - disto tudo, Portugal nem passa perto, o que não significa que não se torne interessante, em seus parâmetros. No 18, aprofunda-se o enorme fosso aberto no século anterior entre os países ibéricos e o bloco dos países que aderem definitivamente à roda do capital. Por fim, confesso que não me agrada a prosa didatizante que adota o autor, talvez estrategicamente para contornar o potencial polêmico da investigação. O risco é que parte de sua grande originalidade, e mesmo ousadia, acabe passando despercebida em meio ao tom humilde do texto.
Alcir Pécora é professor de Literatura na Unicamp, autor de Teatro do Sacramento (Edusp)
POLÊMICOS:
Editorial:
Alcir Pécora
Um elogio do poder civilizador do Marquês de Pombal
5/6/99
Mecenato Pombalino e Poesia Neoclássica mostra como o
ideário do ministro português foi tomado como matéria
de retórica política pelos poetas árcades
Reelaborado a partir de tese de doutorado na área de Literatura Brasileira da USP, em 1997, o livro de Ivan Teixeira Mecenato Pombalino e Poesia NeoClássica (Edusp-Fapesp, 632 págs., R$ 65,00) investiga as relações de Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, com a poesia de contemporâneos como Correia Garção, Reis Quita, Basílio da Gama e Silva Alvarenga entre outros, e também com poéticas do período, como as de Verney e de Francisco José Freire. No caso dos autores brasileiros, o trabalho demonstra que boa parte da crítica brasileira dos séculos 19 e 20, preocupada com a questão romântica da formação da nacionalidade, acentua alguns aspectos secundários de suas obras, interpretados como indianistas e nativistas, tendendo inversamente a apagar os vínculos essenciais com a Arcádia lusitana e com a política pombalina.
Ao buscar decifrar outra "formação", a do mecenato pombalino, Teixeira estuda a possível convergência entre o ideário do ministro e a Arte Poética, de Francisco Freire, que lhe é dedicada e propõe suas ações como assunto adequado à épica e à lírica dos novos tempos, com o que certamente concorda Basílio da Gama, cujo soneto de abertura d'O Uraguay faz manifesto louvor de Pombal. Ao analisar o soneto na perspectiva neoclássica de Freire, Teixeira nota que não deve ser lido apenas como bajulação pessoal, pois o encômio é forma importante da retórica política que estabelece as virtudes e princípios que balizam o modelo de excelência e justiça do governo. Assim, admite-se aqui como essencial uma função utilitária da poesia que a articula com a filosofia moral, disciplina que regula graus de conveniência das ações e idéias face à hierarquia político-social vigente. Nessa direção, Teixeira analisa a "Ode ao Conde da Cunha", dedicada ao irmão de Pombal, vice-rei do Brasil, numa versão publicada ainda em vida de Basílio, bastante diferente daquela que se conhecia até agora por meio da edição de Joaquim Norberto, de 1809, com duas estrofes a menos e outras adulterações. Relida em sua forma íntegra, torna-se patente tanto o interesse básico da ode em aplicar ao Conde os lugares do bem e do justo admitidos no interior da hierarquia monárquica, quanto a impropriedade de interpretá-la como fruto de uma eventual adesão "íntima" ou crença "sincera" do poeta, enquanto indivíduo psicológico, pois o que está em causa é sobretudo o domínio retórico capaz de persuadir de que os atos do Conde são um caso efetivo do modelo aceito de bom governo.
Da mesma maneira, a presença do pombalismo na poesia portuguesa árcade não deve ser lida como adesão psicológica, mas como efeito de um discurso que postula como função básica, inalienável de seu deleite, produzir regulamentação decorosa entre as pessoas e o poder. Em particular, ao examinar as odes pindáricas de Cruz e Silva, Teixeira mostra que "Pombal" é, antes de mais nada, matéria que se dá na confluência do encômio com a épica, forma mista na qual o louvor das virtudes exemplares tem como tópicas a eternidade da poesia e da justiça, o elogio da paz e, sobretudo, a "nobreza da alma", que ressalta a capacidade pessoal de cumprimento da justiça e posse de virtudes cívicas e administrativas, em detrimento do nascimento aristocrático. Também as epístolas de Correia Garção seguem o mesmo estereótipo literário da matéria sugerida pela Arte Poética de Freire, assim como as éclogas de Reis Quita, que elogiam a restauração das artes e ciências levada a cabo pelo Marquês e empregam tópicas clássicas de argumento sublime (como exemplarmente a do "terremoto", aplicável à catástrofe de 1755 que destruiu Lisboa e marcou a ascensão política de Pombal) como elogio da ação civilizatória do Estado.
A existência contudo de um publicismo pombalino não pode ser corretamente indicada sem que se leve em conta a produção de poetas brasileiros, e, em primeiro lugar, a de Basílio. Examinando o "Epitalâmio da Exma. Sra. D. Maria Amália", dedicado ao casamento da filha de Pombal, Teixeira evidencia que a longa digressão que há nele, que quase esquece a noiva para se dedicar ao pai, mescla o gênero epidítico, relativo ao elogio de alguém, com o deliberativo, em que se discutem os negócios civis, tendo como desfecho uma forma votiva, na qual se faz pedido a Deus ou a autoridade. Tais aspectos são em parte diluídos pela posterior edição romântica do poema, iniciada por Januário Barbosa, no Parnaso Brasileiro, que adultera-o segundo padrões expressivos da oralização, pontuando-o com exclamações e reticências sentimentais, e por Varnhagen, no Florilégio da Poesia Brasileira, que constrói um novo texto ao fundir duas de suas estrofes a outro poema de Basílio.
Ainda mais do que o Epitalâmio, a epopéia O Uraguay, obra-prima de Basílio, sofre uma sistemática leitura romântica que a torna exemplo de poesia de "fuga para a natureza", fundada na idealização da paisagem e na caracterização pitoresca do indígena. Lida, contudo, segundo as referências críticas que lhe são contemporâneas, constitui-se como alegoria encomiástica do Estado pombalino, na qual o lugar do índio vincula-se à função clássica de antagonista do poder civilizatório e participa de um grande painel universalista em louvor das ações reformadoras de Pombal. Ademais, Teixeira propõe que a estrutura paralela das ações indígenas na epopéia atende ao esforço de Basílio para encontrar um potencial maravilhoso em substituição àquele disponível tradicionalmente na "máquina" dos deuses greco-romanos, condenada pelas poéticas do período.
Paralelamente à construção deste novo modelo interpretativo, Teixeira historiza alguns marcos da apropriação romântica d'O Uraguay, a começar pela pouca apreciação do primeiro canto, dominado pela figura de Pombal, e pela crítica de inverossímil ao episódio do terceiro, em que a feiticeira Tanajura faz o ministro surgir em visão à índia Lyndóia. Há também deformações editoriais, como a de Santiago Nunes Ribeiro, na Biblioteca Brasílica, que exclui do poema tanto o soneto da dedicatória quanto os dois finais de Seixas Brandão e Alvarenga Peixoto, todos pombalinos, substituindo-os por uma introdução contra o materialismo do 18 e um outro soneto de Basílio de tema americano, além de deslocar as notas, que reforçam o encômio, para o final do texto. Adulteração semelhante ocorre nas sucessivas edições da epopéia por Varnhagen, Paula Brito e Artur Montenegro, nas quais o esforço por aproximá-la do cânone romântico gera não apenas o deslocamento das notas, como o crescente aumento de enternecidos pontos de exclamação em sua composição. A apropriação romântica também opera a desqualificação do canto quinto, ocupado pela descrição do teto da Igreja de S. Miguel nas já vencidas missões jesuíticas, que representa, como mostra Teixeira, uma paródia do teto pintado por Andrea Pozzo para a Igreja do Gesù em Roma, passagem essencial ao antijesuitismo tópico no louvor do ministro. Não se trata, porém, de condenar tal leitura americana e nacionalista, iniciada, de resto, pelo português Garrett, que via na paisagem e no índio a matéria para uma literatura original do Brasil, mas de entender que o seu anacronismo forneceu uma dimensão interpretativa atuante na produção dos românticos - o que significa entender igualmente que esta leitura já não tem interesse senão como etapa cumprida da história da recepção do poema no Brasil. Ao fim deste belo caminho, Teixeira devolve-nos o poema com um viço que há muito perdera. Não sabemos que melhor coisa caiba à crítica.
Campanha Comunitaria:
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2. Se você tem um grupo de apoio a vítimas de câncer, entre em contato conosco e participe também do nosso site.
3. Se você for mastologista e tiver disponibilidade para responder às dúvidas técnicas das/os nossas/os internautas, por favor, escreva para nós: Grupo Origem.
4. A maioria das novas pesquisas sobre câncer de mama não estão em nosso idioma, e não contamos com pessoal suficiente para manter nossa seção "novidades" em dia. Você também pode nos ajudar traduzindo textos do Inglês para o Português para colocarmos em nosso site.
5. Mulheres que vivem a experiência de um câncer de mama têm muito a dividir com as outras mulheres! Escreva-nos e colocaremos seu depoimento em nosso site.
6. Você ainda pode ajudar-nos a divulgar ainda mais esse site, votando no Concurso IBEST. Dentre centenas de opções, o nosso site foi escolhido como um dos 10 melhores nas categorias Mulher e Saúde o que já é um grande prêmio! Mas vamos divulgar ainda mais essa questão votando na segunda fase do Concurso para que a gente fique entre os três melhores ou até mesmo, quem sabe? o grande vencedor! Fale para seus/suas amigos/as sobre o concurso e vamos fazer uma rede de solidariedade para a questão do Cancer de Mama seja divulgada, de forma mais humana e pessoal!
Precisamos da sua solidariedade, Seja um/a voluntario/a nessa campanha!
Cartaz:
Campanha da Fraternidade 2005
CARTAZ
Continuação da entrevista!!
Veja só: o que está acontecendo na apuração da chacina? Uma coisa muito parecida que aconteceu na chacina de Vigário. Quando acontece uma chacina dessas, que tem uma repercussão muito grande, eles sabem que não tem como não punir ninguém, não mostrar algum tipo de apuração. Então, o que eles fazem: geralmente eles prendem alguns policiais rapidamente, tentam fazer o inquérito o mais rápido possível e parar, exatamente para que o processo não vá adiante e comece a remexer no que está por trás dos caras que puxaram o gatilho: todo o esquema de extermínio, os políticos e empresários que estão por trás. Então, eu estou vendo uma coisa muito parecida com o que aconteceu em Vigário, apesar da eficiência da Polícia Federal, prendendo as pessoas rapidamente...provavelmente é pra isso: pra punir alguns, e dar uma satisfação para a sociedade, e não mexer na estrutura fundamental do extermínio. A única coisa boa, positiva, que eu acho que é uma conquista dos movimentos contra a violência policial, é que eles mesmos estão denunciando os autos de resistência. Eles mesmos estão desmoralizando os autos de resistências, que até hoje eles usaram como justificativa para chacinas. A partir do momento que eles começam a levantar os autos de resistência dos policiais que fizeram a chacina em Nova Iguaçu, eles estão reconhecendo que a polícia utiliza os autos de resistência para legalizar o massacre. Fora isso, que é uma conquista do movimento, e não do governo, pois tem sido denunciado pelas comunidades...Fora isso, não estou vendo nada, da parte do Estado, que possa levar a alguma mudança. Da parte da sociedade, sim. Acho que pode começar a haver um movimento maior, as questões não ficarem como ficaram com Vigário Geral. Acho que pode se construir um movimento maior para que a sociedade possa resistir e começar a impor sua vontade, de forma organizada.
Saiu na imprensa que o Lindberg falou que, se aprofundassem as investigações, iam chegar aos poderosos. Fora isso, as edições davam a entender que o problema acabava ali, nos próprios policiais.
É, como se o esquema acabasse nos policiais, como se não tivesse nada por trás disso. Esquecem-se de todo o histórico de extermínio da Baixada. O próprio Lindberg, na manifestação de Nova Iguaçu, falou: ?isso é a volta à velha Baixada do extermínio. O extermínio está querendo voltar?. Não tem nada a ver. Em nenhum momento o extermínio deixou de ter o poder. Só entra no governo, na Baixada, quem realmente o extermínio permite. A gente vê nos próprios acordos que o PT fez na época das eleições. Teve acordo com o Zito. Fez acordo com um notório exterminador da Baixada, né? Pode até ser que o Lindberg tenha uma vontade de ir além, mas a estrutura em que ele está, que o próprio partido político está, não acredito que terá vontade política para mudar qualquer coisa, por todas as alianças que tem lá na Baixada.
Qual a sua avaliação do ato de hoje?
Eu achei o ato muito bom. Houve alguns problemas de organização, mas isso é normal. As comunidades do Rio têm um histórico de organização que foi cortado pelo clientelismo do governo. As associações de moradores não organizam mais nada e está se retomando uma luta das favelas. É natural que nessa retomada, num primeiro momento, as coisas não estejam bem organizadas. Mas, o importante é que a voz das comunidades foi o tom da manifestação. O teor da manifestação foi dado pelos pobres, pelos sem terra, sem teto, principalmente das comunidades aqui do Rio de Janeiro.
Como você avalia a cobertura que a grande mídia faz desses temas?
Hoje, e nos dias anteriores, eu não vi nada sobre o ato na mídia. Eu não vi, nem na grande imprensa, nem no rádio. Mas eles sabem. A gente mandou release para toda a imprensa. Como eu disse, jornalistas me telefonaram. Eu e outros companheiros da Rede demos entrevista, mesmo assim, nada foi publicado pela grande imprensa. Isso mostra a cumplicidade que a gente vem sempre denunciando. A cumplicidade da grande imprensa com esse esquema de extermínio. Primeiro, não noticia a maior parte das chacinas. Está noticiando a da Baixada porque é impossível fechar os olhos, mas a maior parte dos casos não é noticiada. Ou mostram a versão policial: tantos mortos em confronto entre policiais e bandidos, etc. Quando é um movimento que não é de confraternização com os policiais, não é noticiado. Passeata de camiseta branca lá na praia sempre sai na imprensa. Pela paz, vamos ter mais paz. Como se fosse um problema da cultura das pessoas, e não um problema da estrutura social. O Viva Rio é o mais especializado, mas tem outras entidades que seguem esse caminho. Esses tem cobertura midiática, pois interessa aos mesmo interesses que estão por trás do extermínio e da política de segurança que prevalece.
Entrevista:
[Rio] Entrevistas sobre a Marcha Contra a Violência do Estado e das Elites
Por.20/04/2005 às 09:22
Na tarde do dia 15 de abril, sexta-feira, centenas de pessoas marcharam no Centro do Rio de Janeiro para lembrar o genocídio cotidiano que a classe dominante promove no Brasil. A Marcha Contra a Violência do Estado e das Elites foi organizada pela Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Aqui apresentamos entrevistas feitas com Maurício Campos, da Frente de Luta Popular e Quima, do MST do Rio de Janeiro
Entrevista com Maurício Campos, da Frente de Luta Popular
Maurício, em que conjuntura acontecem esses massacres e chacinas?
Não é exatamente uma conjuntura, é uma situação geral da sociedade. Se a gente observar o período em que essas chacinas estão acontecendo, ela cobre um período muito longo. Mesmo se a gente começar, no caso urbano mais antigo aqui do Rio de Janeiro, que é o caso da mãe do Acari, em 90, a gente pode ver que já tem mais de 15 anos. Mais de 15 anos sem nenhuma perspectiva de mudança. Pelo contrário, a tendência é de a violência se tornar cada vez maior sobre os pobres, sobre as comunidades. Então, é um problema da própria sociedade, não de uma conjuntura específica. A estrutura social, a injustiça é desigualdade que existem no Brasil, chega atualmente a um estágio que desemboca nessa violência contra os pobres. A desigualdade, a concentração de renda, a manutenção do aparato repressivo que foi montado durante em todo esse século e, em particular, durante a ditadura militar, hoje se reflete nessa violência sistemática, na corrupção policial, e por aí vai...
Então a violência policial tem raízes na época da ditadura?
Tem raízes na situação social que levou inclusive à ditadura militar. Que situação social é essa? Um país que se criou na base da pilhagem, do assassinato, seja de indígenas, seja de negros que eram traficados para o Brasil, em cima da escravidão, que é tão recente - fomos um dos últimos países a acabar com a escravidão ? e depois num capitalismo que se desenvolveu sob essa realidade. Um capitalismo com uma desigualdade extrema, como é difícil de encontrar em outros países, uma classe dominante extremamente violenta e um aparato repressivo que se construiu em cima do esmagamento de levantes populares. Como foi Palmares, como foi Canudos, Contestado, e várias outras experiências de luta do povo. Então, isso tudo dá nessa situação que a gente vê hoje: numa classe dominante extremamente violenta, que aprendeu e sempre teve como opção política resolver os problemas na base da violência, da chacina, do massacre, pra manter essa desigualdade extrema que existe no Brasil.
Como é possível mudar essa situação?
A mudança mesmo, da estrutura, é através da mobilização popular, para reverter todo esse quadro. Assim como a classe dominante se espelha no exemplo dos assassinos do passado, como Duque de Caxias - aqueles que esmagaram os levantes populares -, a gente tem que se espelhar no exemplo dos levantes populares, como a Cabanagem, Contestado, Canudos, Palmares, e por aí vai. Eu acho que é por aí, resgatando a experiência de rebelião, de rebeldia, de organização do povo, é que a gente vai ter condição de começar a mudar essa situação. Isso não quer dizer que a gente não luta contra as manifestações mais perversas dessa desigualdade imediatamente. Como é o caso da violência policial. Como a Rede tem feito, levantando propostas, fazendo trabalho de sensibilização social, manifestações, como a gente está fazendo hoje e denúncias públicas, propostas que envolvam a sociedade num trabalho que torne mais difícil o trabalho da polícia. A proposta é essa mesmo: retirar poder da polícia. Quanto mais poder tiver a polícia, mais violência vai haver. A idéia é retirar poder da polícia até o ponto em que a gente possa acabar com a instituição e criar uma instituição que a sociedade controle, e não que seja controlada por meia dúzia de latifundiários, empresários, como é atualmente.
Você acha que essa última chacina vai servir para mudar alguma coisa?
Essa é a reportagem que escolhemos!!
Reportagem:
Recopilação de Mensagens de João Paulo II sobre a paz e o terrorismo
Um ano após o 11 de setembro: " Violência nunca mais! Guerra nunca mais! Terrorismo nunca mais! Em nome de Deus, que todas as religiões tragam à terra Justiça e Paz, Perdão e Vida, Amor!"
Cidade do Vaticano (Agência Fides) - 11 de setembro de 2001: 11 de setembro de 2002: um ano com João Paulo II pela paz entre os homens e a harmonia entre as religiões 11 de setembro de 2001 - Telegrama ao Presidente Bush "Impressionado com indizível horror pelos desumanos ataques terroristas... urge-me expressar ao Senhor e seus concidadãos minha profunda dor e minha proximidade na oração...Rogo a Deus para que ajude ao Senhor e ao povo americano, nesta hora de sofrimento e de provação"
12 de setembro de 2001: Audiência Geral na Praça de São Pedro "Ontem foi um dia escuro na história da humanidade, uma terrível afronta à dignidade do homem...Mas a fé nos sai ao encontro nestes momentos nos quais qualquer comentário parece inadequado...Embora a força das trevas pareça prevalecer, o fiel sabe que o mal e a morte não têm a última palavra"
13 de setembro de 2001: Discurso ao novo embaixador dos Estados Unidos na Santa Sé "Neste momento de luto nacional...quero garantir pessoalmente minha profunda participação na dor do povo americano e minha sentida oração pelo Presidente, pelas autoridades civis e pelos que trabalham nas operações de salvamento"
16 de setembro de 2001: Ângelus no término da Santa Missa celebrada em Frosinone "Que a Virgem leve consolo e esperança a quantos sofrem por causa do trágico atentado terrorista... Maria acolha os defuntos, console os sobreviventes, proteja as famílias particularmente atingidas, e nos ajude a não cair na tentação do ódio e da violência"
Essa é a nossa notícia!!!!
Notícia:
Quinta, 5 de maio de 2005, 08h48
Israel faz dia de luto em memória das vítimas do Holocausto
Com o soar das sirenes e uma paralisação geral de dois minutos, Israel segue nesta quinta-feira um dia de luto pelas vítimas do Holocausto e em memória dos que lutaram contra a repressão nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O primeiro-ministro Ariel Sharon participará nesta quinta-feira da "Marcha da vida" entre os campos nazistas de Auschwitz e Birkenau, na Polônia, com outras 18 mil pessoas, a metade delas não judias, coincidindo com o 60º aniversário da derrota do Terceiro Reich alemão.
As sirenes, que soam em situações de alerta máximo (como no começo de uma guerra), foram ativadas às 10.00 (04.00 em Brasília), e os motoristas desceram de seus veículos para aguardar de pé, assim como os pedestres, até que parassem de soar.
No Parlamento (Knesset), como todos os anos, os legisladores lembravam parte das vítimas entre os seis milhões de civis (um terço do povo judeu) que morreram em dezenas de campos nazistas mencionando seus nomes, "porque não eram um número, tinham nome".
"Nosso povo jamais voltará a ser exposto ao extermínio gratuito e ao desamparo total, nunca mais voltarão a nos pegar desprevenidos", afirmou Sharon na quarta-feira à noite referindo-se à existência de Israel, no início dos atos no Museu do Holocausto (Yad Vashem), localizado numa das 28 colinas de Jerusalém.
Durante a cerimônia em Yad Vashem, como é tradicional, seis sobreviventes acenderam tochas em memória dos mortos, e todos os meios de comunicação reproduziam testemunhos estremecedores do que ocorreu nos campos nazistas. Nesta quinta-feira, as bandeiras dos estabelecimentos públicos estão hasteadas a meio mastro.
O Estado judeu foi estabelecido em parte da antiga Terra de Israel, a Palestina histórica, após o fim da guerra com a derrota da Alemanha de Adolfo Hitler, que se suicidou em seu bunker de Berlim ao perceber o avanço do Exército Vermelho da extinta União Soviética e seus aliados. Este é o motivo pelo qual a visita ao Museu Yad Vashem é de praxe para toda personalidade estrangeira em visita oficial a Israel.
Sharon viajará nesta quinta-feira para a Polônia, onde participará da "Marcha da Vida", às vésperas da libertação do complexo de campos de concentração de Auschwitz, com filhos e netos de sobreviventes da "Shoá" (Holocausto em hebraico) refugiados em Israel e que atualmente estão servindo nas suas Forças Armadas.
Nove generais do Estado Maior militar, inclusive o comandante-em-chefe, Moshé Yaalon, são filhos de sobreviventes desta guerra em que morreram cerca de 60 milhões de pessoas dos dois lados, uma grande parte no continente europeu.
O chefe do governo israelense, general na reserva e filho de professores nascidos na Rússia dos czares, colocará um tradicional amuleto judaico, a "mezuzá", na porta de um pavilhão do campo de Auschwitz, e acenderá uma vela no crematório.
A perseguição nazista por causa do plano da "Solução Final", isto é, o extermínio sistemático dos judeus, afetou também os membros das comunidades judaicas da Tunísia, pela aliança da França com a Alemanha, e da Líbia, colônia da Itália, que sob o governo de Benito Mussolini fez parte do Eixo nazista.
Dentro de sete dias, os israelenses lembrarão, também com o soar das sirenes em todo o país, os mais de 20 mil mortos nas guerras com os Estados árabes vizinhos e com os palestinos desde a criação do Estado judeu em maio de 1948. Ao término dos atos oficiais e das visitas aos cemitérios, começarão as comemorações do Dia da Independência (Iom Haatzmaut).
Faça PAZ!Doe PAZ!

Entre já nesta corrente!!!
Venha já participar da campanha mundial da paz, todos nós vamos mobilizar o mundo e conscientizar as pessoas de que temos fazer a paz... até mesmo aqueles que não se importam com isso irão se dedicar. Chega de guerras! Chega de violência! Ajude-nos passando essa corrente à alguem... ou seja doe paz!
Bom,pessoal esse é apenas um dos nossos vários textos sobre o título do nosso blog,esperamos q gostem e se mobilizem,procurando cada vez mais acabar com violência e assim tornando nosso mundo mais unido!Um beijão da Tila,Jô,Guti e Isra.

Iai pessoal,esse é o nosso primeiro post,esperamos que gostem do blog e se divirtam com os comentarios.gifs.imagens etc...Um beijão da Tila,Jô,Karol e Israel.
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